Inicio / Rotina de Estudos Rotina de Estudos 9 de outubro de 2020

8 dicas para memorizar melhor os conteúdos dos estudos

Rani Cocenza
Rani Cocenza

Graduada e licenciada em Biologia pela Universidade Estadual de Campinas, atualmente mestranda em Biologia e professora da disciplina.Publicado em . | Atualizado em 18 de novembro de 2020.


Fórmula de Bhaskara, respiração celular, Tomada da Bastilha, relevos brasileiros, oração coordenada sindética, movimento retilíneo uniformemente variado, eletrólise… informação que não acaba mais! Muitas vezes, uma dúvida que surge é: como eu memorizo tudo isso? Você já se pegou pensando assim? Se sim, este texto é para você, pois vamos dar 8 dicas para memorizar melhor os conteúdos!

Para sabermos como memorizar melhor, é importante entendermos como a memória se forma. Podemos comparar a formação da memória com um caminho formado pelo pisoteamento no meio da grama. Quanto mais pessoas passam, mais a grama vai ficando marcada e, dessa forma, se torna mais fácil de seguir. A mesma coisa acontece no cérebro: quando memorizamos algo, formamos um caminho, ativando certo grupo de neurônios (células do cérebro). Quanto mais forte e eficiente for esse processo, mais fortes são as sinapses e mais consolidada está a memória.

Ah! Um ponto importante: memorizar não significa algo ruim! A formação da memória é o que permite a aprendizagem, pois é por meio dela que os conhecimentos se consolidam, ou seja, realmente se fixam. Por isso, não há aprendizado sem memorização.

Agora, vamos às dicas para memorizar melhor os conteúdos dos estudos? Confira!

1- Intercale os conceitos na hora de fazer exercícios

Se você está estudando fotossíntese e respiração celular, é melhor misturar os exercícios ao invés de fazer tudo de fotossíntese e depois de respiração. Resolver problemas envolve identificar a estratégia correta para utilizar e, depois, executá-la. Quando problemas parecidos são agrupados, o seu cérebro não precisa pensar muito em qual estratégia usar, você simplesmente aplica a mesma solução repetidamente (é “automático”, sabe?!). Intercalar te força a pensar mais e consolida melhor o aprendizado.

2- Se possível, estude em lugares diferentes

Quando vamos memorizar uma informação, é muito comum que a associemos com algo que esteja ao nosso redor. É comprovado pela neurociência que é mais fácil resgatar uma memória se você estiver no mesmo local e nas mesmas condições de quando foi formada. Contudo, geralmente, onde você faz a prova não é onde você estudou, né?

Sabe quando cai uma questão na prova e você lembra que escreveu na parte inferior da página, de azul, mas não lembra o que é? É porque sua memória foi feita associando o local em que você anotou aquilo.

Então, se você estuda um dia no quarto, outro dia no colégio e outro no quintal, a chance de sua memória associar algo do ambiente é menor. Com isso, acaba sendo mais facilmente resgatada, porque não teve uma associação a algo do ambiente. Surpreendente, não é mesmo? Entretanto, não podemos esquecer que, para memorizarmos, precisamos de atenção e foco, então nada de lugares barulhentos e com muitas distrações!

3- Estude um pouco todos os dias

Eu sei, parece clichê, mas é importante! Cada vez que a gente relembra um assunto, é como se a gente tivesse amassando mais aquela grama (como comentamos lá no início), ativando os mesmos neurônios e fortalecendo as sinapses. Atenção: a neurociência já comprovou que é melhor se dedicar aos estudos um pouquinho a cada dia do que estudar um dia só e, nos outros, nada! Sua memorização é mais eficiente se estudar o mesmo assunto 3 vezes na semana por meia hora do que estudá-lo seguidamente por 1h30 e nunca mais revisitar o assunto.

4- Faça associações

Apesar de acharmos que as informações do nosso cérebro estão armazenadas como em uma biblioteca, com vários livrinhos separados, não é assim que acontece. Ele se parece mais com uma teia! Cada informação nova que você vai aprender é ligada a uma memória já existente, como se fossem criados links. Para usarmos isso a nosso favor, para memorizar melhor, devemos contextualizar, criando associações com algum conhecimento prévio que você já tem. Então, quando estiver aprendendo algo, pense: como o assunto que acabei de estudar se associa à matéria da aula passada? De que maneira associo esse conteúdo à minha vida?

5- Abuse dos mapas mentais

Quando você aprendeu a falar mamadeira, provavelmente seus pais repetiam a palavra e apontavam o objeto para que você fizesse a associação som-imagem (acabamos de ver a importância da associação!). Os mapas mentais são diagramas que se dividem a partir de um conceito central e emitem ramificações (como uma árvore e todos os seus galhos interligados ao tronco) que criam associações. Por isso, o mapa mental é uma ferramenta tão poderosa quando queremos aprender e memorizar, pois um dos seus elementos é justamente a associação de palavras-chave e imagens-chave. Atenção: evite colocar frases longas, ok? O objetivo das palavras e imagens chave são ativar a memória, e não passar a informação completa.

6- Explique a matéria para alguém

Quando você está explicando o que aprendeu para um colega, memórias que poderiam estar falhando são reativadas, reforçadas e consolidadas. Além disso, no momento da explicação, você pode perceber que não entendeu tão bem algum conceito. Talvez, neste momento, você esteja pensando: “como que eu vou ficar explicando tudo o que estou estudando? ”. Sim, realmente, não seria prático, né? Então, você pode escolher explicar aquilo que tem mais dificuldade ou somente falar em voz alta sozinho, como se estivesse simulando uma explicação.

7- Estudar estressado não é efetivo

É comprovado que o estresse leva à liberação de hormônios que dificultam a absorção de novas informações, ou seja, a mente “se fecha” para novos aprendizados e formação de memórias. Então, se você não está em um bom momento ou muito cansado, tire meia horinha para descansar, relaxar, ouvir uma música, meditar. Depois, você volta aos estudos!

 8- Durma bem

Por último, mas não menos importante, é essencial que você tenha um boa noite de sono. Sim, sei que essa dica também parece clichê, mas o sono é fundamental para o cérebro formar e consolidar novas memórias. Sabe aquela história de acordar mais cedo para estudar no dia da prova? Não funciona tão bem quanto estudar no dia anterior e depois dormir. Se você passa a noite em claro estudando ou estuda só no dia, o seu cérebro não tem tempo para memorizar as informações. Então, durma bem!

O que acha de começar a colocar essas dicas em prática para reforçar suas sinapses? Bons estudos!

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