Inicio / Escolha Profissional Escolha Profissional 12 de novembro de 2021

Uma habilidade fundamental: inteligência emocional

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Publicado em . | Atualizado em 12 de novembro de 2021.


Se você não sabe o que é inteligência emocional e quer desenvolver essa competência, esse é o artigo e a hora é agora!

Para quem deseja cuidar da saúde mental, aprender a administrar e equilibrar as emoções, se desenvolver melhor para obter sucesso na carreira profissional ―  investir na inteligência emocional é imprescindível. 
O conceito de IE pode ser amplo e às vezes pouco tangível, no entanto, os benefícios dessa habilidade são inegáveis.

Mas, o que é exatamente inteligência emocional?

A inteligência emocional é um conceito da psicologia  usado para designar a capacidade do ser humano de lidar com as emoções, influenciada por uma combinação de traços de personalidade. São as competências relacionadas para lidar com aquilo que sentimos, especificamente, como processamos, compreendemos e reagimos às emoções e situações que fazem parte da vida.

Agora que você já sabe o conceito de inteligência emocional, continue a leitura para aprofundarmos no tema e você entender qual a importância da inteligência emocional e como ela pode potencializar sua vida pessoal, escolar e profissional. Além disso, conheça o LIV (Laboratório Inteligência de vida), responsável pelo programa para estudantes desenvolverem as 5 principais habilidades emocionais, desde a fase infantil até o início da fase adulta. Confira.

O que você encontrará neste artigo hoje:

  • Como a inteligência emocional surgiu?
  • Pilares da inteligência emocional segundo Daniel Goleman
  • Inteligência emocional e carreira profissional

Como a inteligência emocional surgiu?

Atualmente, a inteligência emocional é um termo bastante utilizado e uma qualidade cada vez mais exigida das pessoas, principalmente no mercado de trabalho.

Porém, a IE foi aplicada pela primeira vez em documentos científicos no ano de 1966, no artigo do psicólogo americano Hanskare Leuner.

Entretanto, sua concepção só foi aprofundada em 1989, primeiro pelo psiquiatra infantil Stanley Greenspan e, posteriormente, em 1990, pelos psicólogos Peter Salovey e John Mayer.

Para eles, a inteligência emocional é “a capacidade de perceber e exprimir a emoção, assimilá-la ao pensamento, compreender e raciocinar com ela, e saber regulá-la em si próprio e nos outros”.

Segundo a dupla de psicólogos, existem quatro domínios básicos relacionados diretamente com a inteligência emocional, entenda quais são:

  1. Percepção das emoções: a precisão com que uma pessoa identifica as emoções.
  2. Raciocínio por meio das emoções: empregar as informações emocionais para facilitar o raciocínio.
  3. Entendimento das emoções: captar variações emocionais nem sempre evidentes e compreender a fundo as emoções (mais sofisticado do que o “identificar” do primeiro domínio).
  4. Gerenciamento das emoções: aptidão para lidar com os próprios sentimentos.

Além de Salovey e Mayer, existe um psicólogo, escritor e PhD da Universidade de Harvard que foi responsável por popularizar o conceito de inteligência emocional e desenvolver modelo e domínios sobre IE.
Você sabe quem é? Daniel Goleman, nascido em 1946,  considerado o principal pesquisador contemporâneo dedicado a pesquisar o conceito de inteligência emocional, definida por ele como “a capacidade de identificar nossos próprios sentimentos e dos outros, de nos motivarmos e gerirmos os impulsos em nós e em nossos relacionamentos”. Ele ficou famoso mundialmente ao defender que lidar com as emoções é fundamental para o desenvolvimento de um indivíduo.

Sua tese é de que a inteligência emocional promove diminuição dos níveis de ansiedade e estresse; maior empatia pelo próximo; mais equilíbrio emocional; maior clareza nos objetivos de vida e capacidade de tomada de decisão; melhor gerenciamento do tempo; aumento de produtividade e de comprometimento com metas; e mais autoestima e autoconfiança. Além disso, defende que essa inteligência pode ser aprendida e desenvolvida, dependendo de um exercício cotidiano.

Inspirando-se na teoria de Daniel Goleman, o LIV — Laboratório Inteligência de Vida desenvolveu um programa curricular que aborda os sentimentos na educação e que ressalta a importância de não os hierarquizar, mas estimular um processo de autoconhecimento dos alunos.

Com bases nesses conceitos, o programa parte do princípio de que não fazer julgamento de valor para cada emoção facilita seu entendimento e acolhimento, além de aumentar a probabilidade de que a criança ou o adolescente fale sobre o que está sentindo ou pensando com mais abertura. Todas as emoções são entendidas como importantes para a manutenção da vida, com a consciência de que não podemos controlar o que sentimos, mas podemos escolher o que fazer com os nossos sentimentos.

Os pilares da inteligência emocional

Goleman afirma que a parte cerebral que sustenta a inteligência emocional é uma das últimas a amadurecer anatomicamente. Para ele, como a neuroplasticidade molda o cérebro conforme a repetição das experiências, faz sentido investir em práticas regulares e sistemáticas que estimulem o autoconhecimento, a empatia e o relacionamento entre crianças e adolescentes.

Assim, a escola e a sociedade devem ajudar as crianças e os jovens a focarem nessas competências, para estarem aptos a viver bem no contexto moderno e a tomar decisões que ajudem a preservar este mundo. Esse percurso, defende o especialista, deve ser sustentado a partir de cinco pilares principais:

1-Autoconhecimento: conhecimento sobre o que se sente, sobre os próprios impulsos e fraquezas. É a base para uma boa intuição e tomada de decisão, bem como uma “bússola moral”. As emoções que ficam fora do limiar da consciência podem impactar poderosamente os comportamentos;

2-Autorregulação: capacidade de escolher respostas e não reagir apenas por impulso, ou seja, cuidar das emoções de forma que não sejam prejudiciais para a pessoa ou para a situação. Essa autogestão é o que ajuda a sintonizar as vivências emocionais com o processo de aprendizagem, facilitando a recuperação das perturbações da vida, sem reprimir os sentimentos indesejados e incômodos, e saber adiar as satisfações quando necessário;

3-Automotivação: capacidade de dirigir as emoções a serviço de um objetivo ou realização pessoal. Nas palavras de Goleman: “As pessoas com altos níveis de esperança têm certos traços comuns, entre eles o poder de motivar-se, e sentir-se com recursos suficientes para encontrar meios de atingir os seus objetivos, ter flexibilidade bastante para encontrar meios diferentes de chegar às metas, e ter o senso de decompor uma tarefa formidável em outras menores, mais manejáveis”;

4-Empatia: capacidade de compreender e considerar os sentimentos de outros. Isso permite maior sintonia com o mundo;

5-Habilidades sociais: capacidade de relacionar-se melhor, comunicando-se de maneira clara e atenta às demandas e postura do outro. É colocar todos os elementos acima coordenados para facilitar os encontros sociais.    

Inteligência emocional e carreira profissional

Não há dúvidas de que ao desenvolver a inteligência emocional, adquiri-se mais o sentimento de bem-estar. Pesquisadores descobriram, por exemplo, que quanto maior sua capacidade de controle emocional no ambiente de trabalho, menor é o seu nível de estresse.

Uma pesquisa de Harvard, revelou que possuir a habilidade de identificar e gerenciar as emoções próprias e dos outros são atributos valiosos para alcançar sucesso profissional.

A inteligência emocional pode ajudar o profissional a focar sua energia em uma direção, obtendo, assim, melhores resultados. Após compará-la com outras 33 habilidades consideradas importantes no ambiente de trabalho, a TalentSmart descobriu que a inteligência emocional é responsável por 58% do desempenho dos profissionais.

O levantamento também revelou que nove em cada dez trabalhadores de alto desempenho possuem inteligência emocional. No grupo com desempenho inferior, no entanto, apenas 20% possuem essa habilidade.

A consequência disso, naturalmente, é um ganho financeiro maior entre as pessoas com grau mais alto de inteligência emocional. De acordo com o estudo, esse grupo ganha, em média, US$ 29 mil a mais ― cerca de R$ 145 mil ― por ano do que os demais profissionais.

Viu como é importante conhecer e aplicar os conceitos de inteligência emocional, investir nessa habilidade?

Compartilhe com quem precisa aprender sobre IE.
Leia também: como trabalhar a inteligência emocional na escola.

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